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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Outono

Mais um Outono que chega, mas o primeiro de todos, acompanhada por ti. Eu tornei-me tua, numa tarde de verão autêntico, permanecendo amparada nos teus braços em dias em que a brisa do vento, tocava suavemente  nos nossos cabelos, roubando palavras ditas num silêncio de um desabafo. Relembro em mim, o momento em que aquela pequena folha de árvore seca , que caiu desamparada no chão, tornou-se minha. E foi a partir daí que todas as outras se desprenderam das suas árvores, para dar um bonito inicio ao primeiro de muitos Outonos.


Um outono em que sou incondicionalmente tua.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Palavras vazias

No final de mais um dia, confesso às palavras que sinto uma dor. Uma dor que me invade a alma e uma confusão que se aloja na minha cabeça.
Na realidade, o dificil não é lutar por aquilo que mais se deseja, e sim desistir daquilo que era e continua a ser importante, mas que acaba por desaparecer. Não desisti por não querer lutar, simplesmente não houve a força suficiente que necessitava para que o pudesse fazer.

E por isso, perco-me nas palavras que tanto teimam em sair, mas sem nada por dizer. 



sábado, 27 de agosto de 2011

Distante

Numa doce palavra, num doce sorriso que nos une, num olhar penetrante entre duas pessoas, aconchegas-me a alma perdida na solidão.
A cada dia que nasce, tento esquecer a longínqua distância que nos separa e que impede a nossa troca de olhares que vale mais do que infinitas palavras, trocadas a milhas de distância.
Tenho uma dor que não é uma dor qualquer, mas sim, uma dor sentida por não te poder ver, uma dor perdida num porto distante que trouxeste, na corrente forte de uma maré só tua no dia em que partiste, contra a qual, estou impossibilitada de remar. Eu tento. Mas acabo por me perder.
Perco-me num sussurro da tua voz e mergulho no embalo da tua ternura que me segreda tudo o que eu não quero esquecer. Agarro-me a um fio invisível que nos une, porque é a única forma de te sentir perto de mim.

Tenho saudades daquilo que era e que partiu, daquilo que foi, de tudo o que nos uniu. Limito-me a esquecer a dor do tempo infinito de não te ter agora.

Mas o agora é mais longo que todo o sempre, distante.. 
Distante de ti...



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Até um dia

Desde pequenina e até mesmo hoje, nunca gostei de ouvir a palavra adeus, muito menos menciona-la, acho que é preferível dizer até um dia ou  um simples até já, mesmo sabendo que esse dia demore a chegar. Ou simplesmente não proferir uma única palavra, mesmo se esta insistir em sair da minha boca, deixando um mistério no ar onde nos encontramos.
Não gosto muito menos de por um fim às coisas, nem um ponto final às histórias, por acreditar que
ainda resta algo por dizer ou por fazer. É frustrante para mim conhecer o fim, sobretudo se não lhe conheci o princípio e o meio da história, porque cada momento, instante tem em si uma magia única que o torna inesquecível.
 

"Assim não sou eu que ponho fim às coisas, mas as coisas que
um dia acabarão ou não por si."

Até um dia



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Castelo

Queria ter palavras que chegassem para te poder dizer tudo o que penso neste momento, mas não as encontro, ou simplesmente deixaram de existir a partir do momento em que as cartas desapareceram do baralho.
Ao longo do nosso jogo, fomos capazes de construir um castelo bem alto com essas cartas, mas aos poucos as cartas começaram a ser mais escassas ...
Assim, como todos os castelos, estes um dia acabam de ser construídos e chegam ao fim. E o melhor que podemos retirar deles, é o prazer destes terem sido construídos.
Este castelo que acabou por se perder no vazio, era teu e meu, era nosso.
Encontro-me presa na torre mais alta, sem poder ver o sol que é a minha vida, que tantas saudades sinto. Estou disposta a encontrar todas as cartas que se foram perdendo, para que possamos de novo, viver tudo aquilo que ainda está por viver.


Salva-me meu princípe encantado.



sábado, 19 de março de 2011

Sem regresso possível

Começo a ter mais certezas  de que aquilo que de mim se despede todos os dias, não regressa nunca mais. Perdi completamente a capacidade de controle dos meus pensamentos e sentimentos, tudo se confunde num sem tempo, onde a minha lucidez passou a ser outra. O meu refugio são os sonhos, onde tu não apareces para me procurar, apenas te sinto sem te ter.
O tempo deixou de passar desde aquele momento, daquela hora, onde tudo se desmoronou. O teu tempo e o meu não existe agora, perdeu-se num vazio onde o tudo passou a ser nada.


Hoje não invento as palavras, vivo do instante, hoje já não existe nenhuma razão de te querer.





A verdade é que ...

A minha beleza está na minha essência e na minha personalidade.  Sou sonhadora. Mas quando sonho, sonho alto. E se por alguma razão vim ao...

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